Service Pack do Windows 7 deve chegar este mês

Informações do site WinRumors dão conta de que a Microsoft concluiu o desenvolvimento do primeiro grande pacote de atualizações de seu Windows 7, que deverá começar a chegar aos usuários “civis” a partir deste mês.

Windows 7

Desktop do Windows 7

De acordo com as informações, a empresa de Redmond já anunciou a alguns “parceiros próximos” o Windows 7 SP1 chegou ao estágio de Release to Manufacturing (RTM) e que as cópias do programa – que começaram a chegar às empresas ainda em janeiro – já podem começar a ser distribuídas instaladas em máquinas novas.

Como de hábito os primeiros usuários que deverão ter contato com o Service Pack finalizado são os assinantes das redes de desenvolvedores MSDN e TechNet, que poderão baixá-lo a partir do próximo dia 16, quarta-feira. Já os usuários comuns só terão acesso à atualização no dia 22 de fevereiro, uma terça-feira.

Além das clássicas melhorias de velocidade, segurança e estabilidade o Windows 7 SP1 deverá contar com recursos como o RemoteFX, que permitirá que usuários remotos possam contar com recursos 3D.

Service Pack 1 do Windows 7

Service Pack 1 do Windows 7

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Playboy chega ao iPad e margem de lucro da Apple sobe 40%

Do alto de seus bem-vividos 84 anos de idade, o pegador da terceira idade e fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, afirmou em sua conta no Twitter que edições “sem censura” de sua revista estarão disponíveis para o iPad a partir do próximo mês de março.

Hugh Hefner

Hugn Hefner fundador da revista para adultos mais conhecida no mundo: Playboy.

“Grandes notícias! Novas e antigas Playboys estarão disponíveis para o iPad a partir do começo de março”, escreceu em sua página no site de microblog. Momentos em seguida respondeu a um seguidor que todas elas serão “uncensored”, contrariando a firme política da Apple de não permitir em seus dispositivos com iOS apps que vão contra a moral e bons costumes. O atual aplicativo da revista para o slate da maçã tem como “grande diferencial” esconder as partes íntimas das moças e mostrar apenas aquelas grandes reportagens que conquistaram bilhões de leitores pelos últimos anos.

De qualquer maneira, bom notar que a revista do coelhinho, que foi um símbolo da liberdade sexual dos anos 60 e 70, já teve dias melhores. Em 1999 seu valor de mercado era estimado em US$ 1 bilhão, caindo para os atuais US$ 207 milhões por conta dos novos tempos da safardagem na rede. Entre suas tentativas de se adaptar aos novos tempos no ano passado lançou um HD externo com todas suas edições entre 1963 e 2010.

Desde segunda-feira que a Apple tem vindo a ganhar preponderância no noticiário de dia para dia. Ontem meteu três assuntos no top 15. Ao anúncio da baixa de Steve Jobs seguiu-se uma apresentação de resultados trimestrais verdadeiramente notáveis: lucros de 4.470 milhões de euros para uma receita de 19.800 milhões. Dois recordes. O mercado, que começara por temer os efeitos da doença de Jobs, premiou os resultados.

Espera-se que a margem de lucro da Apple passe para uns fabulosos 40%. Além dos iPhones e iPads, também vendeu mais computadores “antigos”, os Macs. Claro que os resultados incluem um Natal particularmente bom para a empresa. Ontem, porém, a notícia de encantar era outra: a política de não ter conteúdos pornográficos no iPad foi reescrita por Hugh Hefner!

Playboy no iPad

Aparti de março você vai ter todas suas revistas da Playboy no seu iPad...

Maddog propõe OLPC em escala nacional

Uma multidão de geeks acompanhou a palestra de Jon Maddog Hall, o atual presidente do Linux International. Maddog subiu ao palco principal da Campus Party para falar de seu projeto mais recente, o Cauã (sim, esse é o nome do projeto). O ativista do software livre espera que todos os brasileiros tenham acesso ao computador já nos próximos anos.

Jon Maddog Hall

Jon Madddog Hall, presidente do Linux International, foto tirada em 2006 quando visitou o Brasil.

A ideia por trás do Projeto Cauã é relativamente simples, mas ainda assim gigantesca. Sua intenção é ter uma base instalada de 400 milhões de thin clientes no país, possibilitando que 190 milhões de brasileiros tenham acesso decente ao computador e também à internet.

Nessa batalha, Maddog convoca os sysadmins brasileiros. Ele quer que as grandes cidades contem com uma verdadeira rede interligando todas as pessoas. Parece grandioso, e é mesmo: cada edifício residencial deverá ter pelo menos um sysadmin, para prestar assistência técnica aos moradores dali. Esse profissional ficará responsável por manter a rede funcionando, orientar os moradores, entre outras coisas. Vai ser pago para isso, naturalmente.

“Queremos criar milhões de empregos no setor privado de alta tecnologia” , diz o presidente da Linux International. Os entendidos de TI seriam beneficiados com um amplo mercado de trabalho, enquanto os consumidores teria a chance de receber um serviço de qualidade, com direito a suporte técnico decente quando necessário.

Os thin clients são a base da estrutura que Maddog deseja montar no país. Cada residência precisa ter pelo menos um equipamento desses para que o projeto dê certo. As especificações são bastante modestas: aparelhos com processadores Atom (capazes de reproduzir vídeos e usar a internet), 2 GB de memória RAM e duas placas de rede de 1 Gbit. Além disso, um roteador integrado permitirá compartilhar a conexão com os demais participantes do projeto.

Nada de partes móveis nos thin clients, segundo Maddog. As ventoinhas não terão vez nos equipamentos, até porque o risco de um superaquecimento é bem pequeno. Quem leva vantagem com isso são os hospitais, pois essa forma de diminuir o calor também ajuda a disseminar germes.

Jon Maddgo Hall

Presidente da Linux International quer instalar 400 milhões de thin clients no Brasil (foto: Danilo Braga)

Compartilhar, aliás, é um dos pontos-chave do ativista. “Use a minha internet gratuitamente o quanto quiser, mas, quando eu sair da minha residência, permita-me usar a sua também gratuitamente”, argumenta Maddog.

Ele diz que as companhias telefônicas têm interesse nesse tipo de dinâmica porque não terão mais que responder diretamente aos clientes, que muitas vezes apresentam problemas simples demais (ou esdrúxulos demais). Em vez disso, os sysadmins locais ficarão responsáveis por manter a rede funcionando. Caso isso não aconteça por causa de uma falha da operadora, também serão os responsáveis por solicitar o suporte técnico.

Todos os thin clients devem estar conectados a servidores centrais, que serão os responsáveis reais pelo que é apresentado na tela. À medida que o usuário precisa de mais processamento, automaticamente o servidor aumenta seu consumo.

Maddog já estuda formas de colocar o Projeto Cauã em prática. O quadro de diretores é quase inteiramente composto por brasileiros, enquanto a diretoria técnica tem figurinhas carimbadas do Debian e da HP. Programas pilotos relacionados ao Cauã devem ser iniciados ainda em 2011.

Acho que não preciso nem dizer que todo o software envolvido no Projeto Cauã deverá ser livre.

Jon Maddog Hall

Jon Maddog Hall um dos maiores defensores do Software Livre no mundo.